domingo, 9 de março de 2008

Polícia prende acusado de assaltar casa do ministro Miguel Jorge

Publicado por Morumbi Net

A polícia prendeu na manhã deste domingo um dos acusados de assaltar a casa do ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge , na Rua Dr Rubens Maragliano, no Morumbi, na última quinta-feira. Alex Bispo de Souza foi preso em casa, no Campo Limpo. Segundo a polícia, ele confessou o crime e é o mentor da quadrilha que realizou o assalto. A empregada do ministro, Tânia Matos, que trabalha para a família há mais de 20 anos, disse que os bandidos não sabiam de quem era a casa e perguntaram a ela a profissão do patrão. “É ministro”, teria respondido. A residência foi invadida por quatro homens armados, que levaram jóias, dinheiro e um carro. A ação aconteceu por volta das 6h20m e foi presenciada por um vigia da região, que chamou a Polícia Militar. O carro roubado, um Golf prata, foi abandonado minutos depois em uma rua do bairro.

Segundo policiais do 34º Distrito Policial, da Vila Sônia, onde o caso foi registrado, os homens aproveitaram para entrar na casa quando a empregada estava chegando. Outros funcionários já estavam na residência. A ação aconteceu em pouco menos de 15 minutos e quando a polícia chegou ao local os bandidos já haviam fugido. Os funcionários foram levados para um dos quartos da casa.

O ministro não tem casa em Brasília e fica hospedado em hotéis na capital federal. Miguel Jorge costuma voltar para São Paulo todas as sextas-feiras e passar os fins de semana na residência do Morumbi, onde mora com a mulher, Charlote. O ministro tem três filhos, mas nenhum mora com os pais. Uma das filhas mora nos Estados Unidos.

Aparentemente, seria difícil entrar na casa do ministro. A residência fica em uma rua sem saída, perto do estádio do morumbi, um pouco antes da Rua Santo Américo, em direção à Ponte João Dias. A rua tem um portão e os visitantes costumam entrar apenas com identificação. Mesmo assim, já ocorreram três assaltos em um ano, segundo vizinhos. Na via, há 27 residências. Cada morador paga entre R$ 150 e R$ 300 pelo serviço de três vigias, que se distribuem em turnos diferentes.

- Me sinto segura só porque confio em Deus. Não acredito no sistema que está aí – disse Chang Mei, vizinha do ministro.

Fonte: O Globo Online 

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